Como converter o meu veículo?
São muitas as vantagens da utilização do GNV (Gás Natural Veicular), tanto ecológicas
quanto financeiras. Enquanto as grandes cidades sofrem com altos índices de poluição atmosférica,
emitida por veículos movidos a gasolina e diesel, a emissão de poluentes na combustão do GNV é
praticamente nula. A economia para o proprietário do veículo convertido fica entre 30% e 40% a cada
abastecimento.
Além disso, testes realizados no dinamômetro instalado na Oficina-Escola Convertedora do CTGÁS,
certificada pelo INMETRO, constataram um redução mínima no desempenho do veículo,
sem haver nenhuma alteração no patamar tecnológico original do mesmo.
Menos poluente
A queima do gás natural é muito mais completa do que a queima da gasolina, do álcool e do diesel.
Por isso, os veículos movidos a gás natural emitem menos poluentes...
Economia sem igual
Usando o gás natural, além de economizar em combustível, você economiza na manutenção do veículo.
Veja as vantagens:
•mais barato que os outros combustíveis;
•Proporciona maior rendimento;
•Com um metro cúbico é possível rodar mais quilômetros do que com um litro de gasolina ou álcool (1m3 de gás equivale a 1 litro de gasolina ou álcool, aproximadamente);
•É um combustível seco e por isso não dilui o óleo lubrificante no motor do veículo;
•Sua queima não provoca depósito de carbono nas partes internas do motor, aumentando sua vida útil e o intervalo entre trocas de óleo;
•Economia total de mais de 70% nos gastos com o veículo;
•Menor freqüência na troca do escapamento do veículo, pois a queima do gás natural não provoca a formação de compostos de enxofre, diminuindo a corrosão.
Economia Comprovada
Um exemplo prático da economia proporcionada pelo gás natural: Um Santana que roda em média 200 Km por dia e que faz 9 Km por litro de gasolina.
Combustível seguro
O gás natural é muito mais seguro do que os demais combustíveis. Sendo mais leve que o ar, em caso de vazamentos, o gás se dissipa rapidamente na atmosfera, diminuindo o risco de explosões e incêndios. Além disso, para que o gás natural se inflame, é preciso que seja submetido a uma temperatura superior a 620 graus centígrados. O álcool se inflama a 200° C.
O abastecimento do veículo é feito sem que o produto entre em contato com o ar, evitando-se assim qualquer possibilidade de combustão. Os cilindros e demais componentes do kit de conversão carregados no veículo são projetados para suportar a alta pressão em que o gás é armazenado.
Como converter os veículos
Os veículos projetados para rodar com gasolina ou álcool recebem um kit especial que os torna bicombustìvel, ou seja, os carros podem rodar com gás natural (gás metano veicular) ou com o combustível original acionando um simples botão instalado no painel do veículo (chave comutadora).
O kit consiste em diversos equipamentos, incluindo um ou mais cilindros de gás.
Somente oficinas credenciadas pelo INMETRO podem fazer a instalação do kit de conversão. Estas oficinas fornecem o Certificado de Homologação de Montagem do kit, atestando que todas as normas técnicas estabelecidas pela ABNT foram cumpridas e que o veículo pode ser legalizado junto ao departamento de trânsito local.
Componentes básicos do sistema de GNV
Cilindro
Deverá ser fixado na posição transversal ao veículo, cujas cintas de fixação abraçam totalmente o cilindro. Os parafusos que fixam o cilindro através das cintas são especificados por norma técnica.
Válvula do cilindro
A operacionalidade da válvula se dá através de outras válvulas contidas em seu corpo, como a válvula de excesso de fluxo, a válvula de alÍvio e a válvula de corte rápido.
Invólucro estanque
Responsável pelo direcionamento do gás para fora do habitáculo de passageiros do veÍculo em caso de vazamentos.
Linha de alta pressão de GNV
Devem ser bem fixadas, com distâncias que não devem exceder 500 mm. Sua ancoragem deve ser feita através de abraçadeiras ou fixadores, com largura mínima de 4 mm, revestidos internamente com elastômero, quando metálicas, ou quando a linha não estiver revestida externamente com elastômero. Nos pontos onde o tubo passa através de furos na carroçaria ou chassi do veículo rodoviário automotor, devem estar instalados passadores que impeçam o contato metal com metal. Devem ter dispositivos de flexibilidade (helicóide) nos pontos de conexões do tubo com a válvula de abastecimento e válvula de cilindro, para evitar danos causados por vibrações, dilatações, contrações ou trabalhos da estrutura do veículo.
Redutor de pressão
Elemento responsável pela depressão do GNV até a pressão de utilização. Deve atender as necessidades de vazão em função das exigências do motor. Para isso, deve sua especificação deve levar em conta o tipo de motorização. Ser provido de aquecimento e de dispositivo de partida a frio. Deve ser bem fixado em local adequado.
Válvula de abastecimento
Componente destinado ao suprimento de gás do veículo pode ter um dispositivo de corte, com a indicação aberta/fechada. Deve ser constituída de um engate rápido, e de dispositivos de alívio e retenção. Ser rigidamente fixada ao veículo, em local apropriado, dentro do compartimento do motor, protegido e ventilado a pelo menos 300 mm do ponto de aterramento e dos pólos da bateria, com fácil acesso, e com identificação do tipo de gás e da pressão máxima de carga.
Linha de baixa pressão
Deve ser de mangueiras de borracha flexível ou material similar e devidamente comprovada a sua compatibilidade com o gás natural, considerando ainda pressão e temperatura de serviço. Deve estar rigidamente fixada aos elementos a que é conectada, não dispensando o uso de abraçadeiras. Deve estar em local de fácil acesso, permitindo o fácil manuseio e visualização, evitando encurvamentos intensos que provoquem contrações e contatos com superfícies cortantes, pontiagudas ou de temperatura elevada, assim como com agentes externos.
Mesclador
Detalhes construtivos não levados em consideração podem interferir significativamente no efeito desejado para a mistura ar-gás, não atendendo aos requisitos de funcionalidade desejados.O mesclador é o componente destinado a promover a homogeneidade da mistura ar e GNV e, portanto, deve ser dimensionado com perfil que leve em consideração vários parâmetros, entre eles, a forma do escoamento, a velocidade e a pressão do gás ao longo desse perfil, as coordenadas e qualidade da superfície da parede, a razão estequiométrica do GNV, as densidades do GNV e do ar, entre outros, para que se tenha uma variação de pressão corretamente determinada e distribuída ao longo do comprimento do mesclador. O venturi tem função importantíssima e deve apresentar ângulos de entrada e de saída com valores que atenda às exigências do motor em qualquer situação e a área total da garganta do mesclador deve ser suficiente para permitir a passagem do gás maximizando a sucção deste e limitando ao mínimo as perdas de carga do ar na admissão e o consumo inadequado de combustível sem causar perdas de potência no veículo.
Suporte de cilindro
Todas as fixações da montagem submetidas às solicitações de esforços em caso de aceleração deverão ser feitas através de parafusos com especificações normalizadas, evitando a soldagem, pois este processo fragiliza e descaracteriza a resistência do material especificado ou ensaiado. O seu uso só deverá ser aconselhado mediante apresentação de ensaios confiáveis onde os resultados atestem resistências compatíveis em cada ponto.
Ponto de aterramento
Deve ser determinado com instrumentos e ter localização visível, de fácil acesso e devidamente identificado, para conexão do cabo de aterramento, com o fim de descarregar a eletricidade estática contida no veículo no ato do abastecimento.
Chave comutadora
A localização deverá ser de melhor acesso. Deve ser acionada do habitáculo do veículo, em posição de fácil acesso, com uma indicação de funcionamento do motor no gás. Instalação.
Mesclador (misturador)
Como elemento responsável pelo controle da quantidade de gás e admissão de ar pelo motor, estabelecendo a relação ar/combustível mais próxima do ideal, torna-se indispensável a sua existência com as dimensões nas características adequadas às exigências específicas do veículo.
Emulador de bicos injetores
É necessário por ser responsável pela manutenção da regulagem do motor, mesmo após a troca do combustível. Durante o funcionamento a GNV, o emulador bloqueia e simula os eletroinjetores de gasolina evitando um possível mau funcionamento devido à memorização de erros na unidade de comando, evitando que a luz de anomalia do sistema de injeção eletrônica acenda.
Emulador de sonda lambda
Elemento de fundamental importância por ter a função de evitar que a central de injeção detecte alguma irregularidade no circuito do sensor de oxigênio, o que levaria esta a atuar em regime de emergência, acumulando erros gerados por conflitos na central de injeção eletrônica quando no uso do combustível GNV, o que poderá, resultar em perdas de potência e falhamentos.
Variador de avanço
Este tem a função de adequar o ponto de ignição em função da rotação e compensando as perdas decorrentes da diferença de velocidade de propagação de chama entre o combustível líquido e o gasoso, evitando contra-explosão que podem danificar componentes como coletores e filtros de ar e evitando a perda de potência, elevado consumo e poluição ambiental. As marcas variadas dos componentes eletrônicos devem ser evitadas, pois poderão causar conflitos gerados por incompatibilidades entre elas e o sistema de gerenciamento eletrônico do veículo, já que as características técnicas construtivas de cada uma apresentam peculiaridades. A coexistência das marcas só deverá ocorrer mediante a existência de estudos que comprovem a compatibilidade entre as mesmas e com o referido gerenciamento eletrônico.